quinta-feira, janeiro 27, 2005

Compras no Supermercado

Numa certa época do ano eu fico só em casa.
Foi numa dessas vezes que precisei fazer compras e percebi que fazer compras é muito importante, não exatamente por compramos o que gostamos e o que precisamos, mas por nos conhecermos mais a cada produto que escolhemos e colocamos no carrinho.
Estava só, e com um orçamento razoável, antes sempre ia ao supermercado com uma lista e essa foi a primeira vez em que comprei sem lista. Eu apreciava cada produto e imaginava em que ocasião ele seria útil... e assim foi, eu nunca havia experimentado o limão espanhol, por isso comprei três unidades e descobri que são ótimo tempero para saladas e peixes, além de serem frutas muito gostosas de se ter nas mãos a cor desse limão parece transmitir uma força interior, ou algo que não é comum às limonadas do dia a dia é dificil de explicar...
As maçãs. resolvi comprar maçãs que me parecessem diferentes e comprei uma maçã chilena, mas antes disso, para escolher, peguei cada uma delas e fechei os olhos e algo me disse que as chilenas tinham mais vida e acabei por pegá-las, umas 6. Também peguei seis maçãs verdes, pois fazia muito tempo que não as comia.
Chocolate meio-amargo, acho que é o melhor chocolate que já existiu... provavelmente o mais verdadeiro, é o único que se mostra doce e amargo e definitivamente adoro comêlo em pequenos pedaços acompanhado de uma xícara de café completamente amargo e tão forte que a luz não conseguiria atravessa-lo. Coloco um quadrado do chocolate na boca e o pressiono com a lingua em direção ao céu, até ele se dissolver, sem qualquer pressa ou preocupação, aí quando seu gosto está para desaparecer, tomo um pequeno gole dó café e sinto-o lentamente dissipando calor e amargor em meu corpo.... ...tento imaginar o que é melhor terminar essa refeição com o último pedaço de chocolate, ou com o café... ...mas essa pergunta não tem resposta única.
Macarrão é muito comum, mas gosto daqueles pesados... que provavelmente todo mundo o faz com molho de tomate... eu já gosto de cozinhá-lo em água com azeite e depois de escorre-lo, frito-o um pouco em mais azeite acrescento meia xícara de vinho tinto, nozes, castanhas-do Pará, passas, ameixas, tomate-seco, um pouquinho de gengibre e hortelã. Um dia acho que esse prato se tornará uma tradição da familia que eu amar... mas há muitas opções nesse supermercado e acho que vou levar também esse filet de badejo, que deve ficar órimo com o limão espanhol, vinho branco e maracujá do mato.
Comprei também biscoitos recheados, não por gostar, mas aliviam nos momentos de ansiedade.
Pão de forma ajuda a tornar qualquer refeição rica para quem ainda não faz arroz, mas esse é um segredo que ainda não estou pronto pra transformá-lo em palavras.
bom escrever sobre isso me deu vontade de morar sozinho, fico imaginando o que teria em minha geladeira :)

sexta-feira, janeiro 21, 2005

sobre o idealismo e o idealista da vida cotidiana

Hoje em dia ninguém sente coisa boa quando ouve a palavra idealista... mas vou dizer uma coisa
as pessoas estão patologicamente erradas pois não percebem um conceito, mas simplesmente uma caricatura defecada por alguém q não soube fazer uma crítica adequada ao idealismo.
E tem mais,
por idealismo não se deve entender o esquizofrenico autista q escapa da realidade num mundo de idéias por ele utópicamente contruido. O idealismo deve ser entendido como um realismo radical e, doa a quem doer, vou dizer q não é fácil, mas é o único jeito que encontrei para viver sem manchas na minha memória.
Primeiro vcs devem saber que um idealista nunca foge de nada, se tem uma coisa que aparece ele encara, olhando de frente, nos olhos e através.
...encarar não é sair por aí batendo em quem te critica ou ameaça, muitas vezes encarar é ver que estão enfurecidamente correndo em sua direção e simplesmente esperar que eles cheguem e depois do que quer que tenha acontecido vc simplesmente levanta, em momentos assim, a gente não apenas encarou como também provou que tem o poder de vários e não dá a mínima em tentar oprimir o próximo pra provar isso... um idealista não precisa provar nada pra ninguém, ele simplesmente sabe do que é capaz e vive sem dar muita importância pra isso.
o idealista não se esconde atrás do alcool pra socializar, quando está com vontade, simplesmente socializa... não acreditamos em clichês modernos e ignoramos a pressão social dos que bebem cerveja e descancaram a falar da vida dos outros como se fossem os maiores conhecedores da vida alheia...
putz tem muito mais a ser dito sobre isso
não se deixem enganar quando dizem que o idealista foge da realidade, ele apenas não a deturpa com entorpecentes ou com patologias mentais, a gente dança quando a musica pede, pessoalmente, para que nós dancemos ignorando seja lá quem estiver por perto deixamos falarem...
vivemos intensamente e isso nos ocupa mesmo quando pensam que estamos olhando para o vazio
não temos vergonha
não reclamamos da vida
vemos o mundo como o mais perfeito possível e sabemos q o grau de perfeição (subjetivo) com que cada um vê o mundo está intimamente ligado a sua capacidade de entender a razão de ser das coisas e, mesmo quando estamos no fundo do poço, não nos sentimos menores nem piores, simplesmente entendemos os motivos que nos levaram pra lá e depois saímos, encaramos tão naturalmente, que uma pessoa que visse, diriaalgo como: nossa ele saiu como se nada tivesse acontecido, mal sabem que em nossa mente um universo nasce, cresce se desenvolve e morre a cada segundo, nosso tempo é psicológico, assim como o desconforto causado pelo frio também é psicológico..
...muitas vezes no transito nos irritamos com o ônibus q anda no meio da pista mas ignoramos o fato de que a rua tem árvores e, se o onibus andasse na pista que fizeram para ele, ele destruiria as árvores, podem ficar bravos e chingar, mas chinguém o responsável por não deixar espaço suficiente nas calçadas para que as ruas possam ter árvores...
...temos de respeitar o espaço individual de cada um e saber que nem sempre somos bem vindos, mas não abrimos mão de que também respeitem nosso espaço.
...ainda tem mais, mas não vamos dizer agora... aqui mostro apenas um pouco de nossa semente para que depois não se assustem com a árvore que, algumas vezes, fará vcs se sentirem demasiadamente pequenos.


domingo, janeiro 02, 2005

Passaporte pro presente

É verdade que todo mundo nasce num momento, no segundo de um minuto de uma hora dum dia de um mes num determinado ano que faz parte de uma certa tendência fashion, ou movimento artístico, que também está sob um signo de alguma tradição... e assim vai.
A pesar de nascermos num dado momento, vivemos numa dada época e nem por isso nos vemos, necessariamente, na época em que estamos.
É muito fácil andar por aí e ver que as pessoas, quando estão com um sorriso no rosto, estão em fuga do presente, seja pela incapacidade de encontrar o que quer no único instante onde isso é possível, seja pra ignorar a estupidez que esse instante às vezes nos traz.
Mas a nossa mente é assim, como o que muitos cantam: vou deixar a vida me levar. Pode até parecer bonito à primeira vista, mas se nos vemos na posição de espectadores, saimos do romantimos e vemos apenas um personagem passivo que aceita ser vitima de todas as intervenções externas e que no final da vida vê aquela merda toda e diz algo como mas a culpa não foi minha (provavelmente com um sorriso amarelo desenhado no rosto e com sinais de alivio por pensar que pelo fato de acreditar não ter feito nada, seja pra prejudicar, seja para melhorar qualquer coisa, está inocentado) Mera ilusão acreditar que não nos tornamos cúmplices do que simplesmente deixamos acontecer, oras, não seria esse o verdadeiro mal estar da civilização, que sabe de tudo reclamar mas se ve como incapaz de fazer qualquer coisa porque tudo é semrpe visto como problema dos outros?
Esse não é um problema fácil, mas se é um problema, podemos ter certeza de que há uma solução.